Usina Termelétrica Energia Pecém inicia operação no Ceará

Usina Termelétrica Energia Pecém inicia operação no Ceará

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Energia Pecém recebeu autorização da Aneel para geração da primeira unidade geradora

Usina Termelétrica Energia Pecémrecebeu a autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para iniciar aoperação comercial de sua primeira unidade geradora, com capacidade instalada de 360 MW, a partir deste mês.

O investimento total é de R$ 3 bilhões. São sócias no empreendimento as empresas A EDP, do Grupo EDP Energias de Portugal, e a MPX, empresa de energia do Grupo EBX, do empresário Eike Batista.

Localizada em São Gonçalo do Amarante (CE), a usina tem capacidade total de 720 MW, o que equivale à metade do parque gerador de energia do estado.

“A entrada em operação da Energia Pecém enfatiza a já comprovada capacidade da MPX no desenvolvimento de projetos greenfield e marca a transição da companhia para uma empresa operacional, de grande porte e com destacado papel no setor de energia brasileiro”, ressalta Eduardo Karrer, CEO e Diretor de Relações com Investidores da MPX.

“Iremos ainda fornecer energia adicional para suportar o crescimento da economia brasileira, com o início de operação da segunda unidade geradora da Energia Pecém e das usinas termelétricas Itaqui, Pecém II e Parnaíba, fases I e II”, completa. Com a adição dessas plantas, a capacidade comercial da MPX atingirá 1.920 MW em 2014 – considerando a capacidade proporcionalmente à participação da empresa em cada empreendimento.

Receita fixa

A primeira unidade geradora da Energia Pecém começou a fornecer energia ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em 15 de outubro, em caráter de testes, sendo remunerada pelo Preço de Liquidação de Diferenças (PLD) sobre a energia efetivamente gerada neste período.

Com a aprovação da Declaração de Operação Comercial para a primeira turbina, o empreendimento passa a ser remunerado segundo os termos do Contrato de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEAR) assegurado no leilão de energia A-5 de 2007.

O contrato garante uma receita anual mínima de R$ 567,2 milhões, indexada ao IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo – IBGE) e, adicionalmente, uma receita variável destinada a cobrir os custos (combustível, operação e manutenção) incorridos quando a planta for despachada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).